• Document: PROGRAMAS DE IATF EM NOVILHAS ZEBUÍNAS
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ANEXO TÉCNICO DO MANUAL DE SINCRONIZAÇÃO E INSEMINAÇÃO EM TEMPO FIXO EM BOVINOS PROGRAMAS DE IATF EM NOVILHAS ZEBUÍNAS Os protocolos de inseminação artificial em tempo fixo (IATF) são utilizados de forma rotineira em novilhas taurinas e cruzadas (zebu x taurino), no Brasil e em outros países, com resultados de prenhez satisfatórios. Porém, quando os programas de IATF são aplicados em rebanhos de novilhas zebuínas, vários pesquisadores e profissionais de campo têm relatado grande variabilidade de resultados. Para aplicar a técnica de IATF em Novilhas Zebuínas, com resultados satisfatórios de prenhez, há que se conhecer alguns detalhes da fisiologia reprodutiva destes animais. Dessa forma, a observação de alguns cuidados é extremamente recomendável. Abaixo, descrevem-se os principais fatores a serem levados em conta. 1. Puberdade A capacidade de uma novilha emprenhar ocorre quando este animal entra na puberdade. Sabe-se que a Hipófise de uma novilha, muito antes da puberdade, é capaz de produzir e liberar Hormônio Folículo Estimulante (FSH). Em fases ainda muito jovens, já ocorrem ondas foliculares nos ovários dessas fêmeas, cujos folículos crescem até cerca de 6 mm, porém, ao final, resultam em atresia (não chegam à ovulação). A maturidade sexual se inicia após vários eventos neuro-endócrinos (muitos deles ainda não elucidados totalmente), que resultam no início da produção e liberação de LH pela adenohipófise. As liberações de pulsos basais de LH são capazes de promover a fase final de crescimento do folículo dominante presente nos ovários, fazendo-o atingir maiores diâmetros e alcançar a capacidade de produção estrogênica. Neste período, também o útero aumenta de tamanho rapidamente, estimulado pela ação dos hormônios reprodutivos (principalmente o estrógeno) e algumas novilhas podem até apresentar comportamento estral (cio), porém sem ovulação subseqüente. Dessa fase em diante, a novilha pré-púbere passa a ter ondas de crescimento folicular cada vez mais expressivas, mas, a capacidade de ovular só será atingida quando este animal for capaz de liberar o primeiro pico pré-ovulatório de LH, frente ao estímulo desencadeado pelo folículo dominante de diâmetro superior a 8 mm. Fig. 1 – Esquema de ondas foliculares em novilhas, entrando em puberdade: Início do período púbere Ciclo curto: 9 a 12 dias Ondas foliculares 1ª ovulação anovulatórias Outro detalhe importante a citar é que, a primeira ovulação de uma novilha é de baixa fertilidade e, o corpo lúteo formado dessa primeira ovulação, normalmente, apresenta curta duração. O primeiro corpo lúteo formado, além de ser fracamente luteinizado e produzir baixas quantidades de progesterona é afetado precocemente por pulsos de PGF2α liberados pelo endométrio. A progesterona liberada por esse 1º corpo lúteo, mesmo sendo por um curto período, estimula a proliferação endometrial (criando um ambiente uterino mais adequado ao embrião) e também diminui o número de receptores à ocitocina e estrógeno, evitando que o endométrio produza picos de PGF2α antes do dia 16 do ciclo estral, dessa forma os ciclos estrais subseqüentes são de duração normal. Obs: Quando se utilizam dispositivos de progesterona, em protocolos de sincronização, fornece-se esse estimulo ao endométrio, e a ovulação posterior à retirada deste, mesmo que seja a primeira, é de fertilidade normal. Programas de IATF, aplicados em animais impúberes, apresentam pobres resultados de prenhez, pois essas novilhas são incapazes de ovular ao final do protocolo IATF e apresentam útero infantil. Em novilhas pré-púberes, (as que já têm útero desenvolvido e folículos acima de 8 mm nos ovários, porém, ainda não ovularam), a variabilidade de resultados é observada freqüentemente. Para elas pode-se utilizar programas de pré-sincronização com progesterona (item 2) ou protocolos específicos. Assim, para realizar a IATF em novilhas é ideal que se realize a avaliação ginecológica, por veterinário experiente descartando-se do programa os animais impúberes e, dar preferência aos animais púberes (que já ovularam ao menos uma vez). 2. Pré-sincronização com Progesterona em Novilhas Pré-púberes O aporte de progesterona por cerca de 8 dias, mesmo em baixas doses, é capaz de acelerar a entrada em reprodução, de novilhas que estão próximas à puberdade (pré-puberes). Em experimento realizado por Sá Filho e Baruselli (FMVZ-USP) em 2006, a colocação de dispositivos de Progesterona, pré-utilizados por 24 dias, em novilhas Nelore pré-púberes, (CL ausente e folículos > 8mm), durante 8 dias, com aplicação de 1 ml de Benzoato de Estradiol (24 horas após), aumentou significativamente a ciclicidade dessas novilhas no início da estação de monta (de 63% para 83,3% de ciclicidade). Tal manejo

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