• Document: Técnicas de fisioterapia aplicadas no tratamento de esporão de calcâneo publicados na base de dados PEDro
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1 Técnicas de fisioterapia aplicadas no tratamento de esporão de calcâneo publicados na base de dados PEDro Bruna Barbosa da Silva1 buninhafisio@hotmail.com Dayana Priscila Maia Mejia2 Pós-graduação em Reabilitação em Ortopedia e Traumatologia com ênfase em Terapia Manual – Faculdade Faipe Resumo Introdução: Síndrome dolorosa subcalcânea, conhecida como esporão do calcâneo é um termo usado para descrever a dor no calcanhar plantar induzida mecanicamente. Atualmente ainda há um grande cuidado em determinar técnicas de fisioterapia que possam contribuir no tratamento do temido esporão de calcâneo.Objetivo: Analisar a indicação e a utilização das técnicas de fisioterapia que foram utilizadas no tratamento do esporão de calcâneo, publicadas na base de dados PEDro. Matériais e Métodos: É uma revisão sistemática que agrupou artigos originais com populações adultas (> 18 anos), publicados em qualquer língua, e classificados como journal article. Resultado/Discussão: Durante a busca pelos trabalhos para inclusão neste artigo foi encontrado nove artigos e estes foram incluídos no estudo, estes apresentaram ensaios clínicos com técnicas de fisioterapia que mostraram resultados significativos quando comparadas com grupos controles e com outras alternativas que não se enquadram na fisioterapia. Em síntese, os estudos apresentaram melhora clara no alívio da dor, redução do edema inflamatório, pressão manual e durante a caminhada, aumento na capacidade de andar sem dor por um período maior. Conclusão: As técnicas de tratamento demonstradas neste trabalho dão suporte terapêutico para reduzir os sintomas dos pacientes portadores desta síndrome subcalcânea dolorosa. Palavras-chave: Esporão de calcâneo;Terapia manual; Fisioterapia. 1. Introdução Síndrome dolorosa subcalcânea, conhecida como esporão do calcâneo é um termo que é usado para descrever a dor no calcanhar plantar induzida mecanicamente e é frequentemente confundida com fascite plantar (BERGMANN, 1990). A particular anatomia da fáscia plantar lhe confere pouca maleabilidade e na realização da fase de apoio da marcha ocorre compressão na planta do pé e uma força de tração é produzida ao longo da fáscia (WRIGHT, 1964). A cada passo realizado ao caminhar, a fáscia é sujeita à repetitivas forças de tração, essas forças são aplicadas sucessivamente, com frequência e intensidade aumentadas e, pode ocorrer degeneração progressiva na origem da fáscia plantar, junto à porção medial da tuberosidade calcânea. Esses repetitivos microtraumas na origem da fáscia plantar relacionam-se com o aparecimento de periostite por tração e microrrupturas da própria fáscia que resultam em 1 Pós-graduanda em Reabilitação em Ortopedia e Traumatologia com ênfase em Terapia Manual – Faculdade Cambury 2 Orientadora: Fisioterapeuta. Especialista em Metodologia do Ensino Superior. Mestre em Bioética e Direito em Saúde. 2 inflamação e dor crônica. O processo inflamatório pode ocorrer pontualmente na origem da fáscia plantar e no tubérculo medial do calcâneo ou consegue circundar outras estruturas, como o nervo medial do calcâneo e o nervo do músculo abdutor do quinto dedo (BAXTER, 1992). A causa exata dessa síndrome é desconhecida. Talvez, o esporão de calcâneo seja consequência da inflamação crônica incitada por tração traumática repetitiva na origem da fáscia plantar e do músculo flexor curto dos dedos. (FERREIRA, 2014). Jahss, Kummer, Michelson (1992) consideram que a causa da dor no calcanhar esteja atrelada com o coxim gorduroso do calcanhar, essa importante estrutura é responsável pela absorção do choque durante o apoio do calcanhar no solo. Com o envelhecimento, alterações degenerativas ligadas à redução gradual de colágeno e de líquido incitam a redução na elasticidade do coxim gorduroso. Por volta dos 40 anos o coxim gorduroso plantar começa a se degenerar, com perda do colágeno, do tecido elástico e de água, gerando uma diminuição na sua espessura e altura (FERREIRA, 2014). Essas deturpações resultam no amolecimento e afilamento da gordura do coxim plantar, reduzem sua capacidade de absorver impacto e restringem sua ação protetora da tuberosidade plantar do calcâneo. Vários estudiosos associaram o peso corpóreo como causa da dor subcalcânea e observaram uma alta ocorrência nos pacientes acima do peso ou obesos (PRICHASUK, 1994; GILL, 1996). Os sintomas normalmente incluem dor, de início insidiosa e bem localizada, na face medial do calcanhar. O curso clínico geralmente é semelhante. Logo pela manhã, a dor é bem pior ao apoiar o pé no solo pela primei

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