• Document: INCIDÊNCIA DE VIGOREXIA EM PRATICANTES DE MUSCULAÇÃO
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117 INCIDÊNCIA DE VIGOREXIA EM PRATICANTES DE MUSCULAÇÃO Amanda Giacomelli Motter1 Magda Bellini2 Steffânia Almeida3 RESUMO Objetivo geral: Avaliar a incidência de vigorexia em praticantes de musculação na cidade de Caxias do Sul/RS. Métodos: Estudo quantitativo transversal que teve como instrumentos de coleta de dados o Questionário do Complexo de Adônis ou QCA e a escala de 9 silhuetas. Foram avaliados 58 homens praticantes de musculação com idade entre 18 e 40 anos. Resultados: Os resultados demostram que a maioria dos indivíduos desejariam ter um corpo mais musculoso do que aquele que já possui, e a maior parte dos entrevistados (63,8%) possui problemas sérios de vigorexia. Conclusão: Pode-se concluir que a vigorexia está presente em uma boa parcela dos jovens adultos praticantes de musculação da cidade de Caxias do Sul. UNITERMOS: Vigorexia, Musculação, Imagem Corporal, QCA, Escala 9 silhuetas INCIDENCE OF VIGOREXIA IN MUSCULATION PRACTICE ABSTRACT General Objective: To evaluate the incidence of vigorexia in bodybuilders in the city of Caxias do Sul/RS. Methods: A quantitative cross-sectional study was carried out using the Adonis Complex Questionnaire or CSF and the 9 silhouettes scale. Fifty-five male bodybuilders aged 18-40 years were evaluated. Results: The results show that most individuals wish to have a more muscular body than they already have, and most of the respondents (63.8%) have serious problems with vigorexia. Conclusion: It can be concluded that vigorexia is present in a good portion of the young adults practicing bodybuilding in the city of Caxias do Sul. KEYWORDS: Vigoration, Bodybuilding, Body Image, QCA, Scale 9 Silhouettes INTRODUÇÃO A vigorexia é também conhecida como transtorno dismórfico corporal, quando a pessoa potencializa seus defeitos estéticos ou até mesmo defeitos que ela imagina possuir, a preocupação frequente e excessiva leva à prática demasiada de exercícios físicos, com prejuízo da vida acadêmica, profissional e dos relacionamentos afetivos e sociais. (POPE et al., 2000). 1 Acadêmica do curso de Educação Física da Universidade de Caxias do Sul. 2 Professora dos cursos de bacharelado e licenciatura em Educação Física da Universidade de Caxias do Sul. 3 Acadêmica do curso de Educação Física da Universidade de Caxias do Sul. ______________________________________________________________________________________________ Universidade de Caxias do Sul – DO CORPO: Ciências e Artes – v.7 – n. 1 – 2017 118 Esta distorção da imagem corporal faz com que a pessoa se sinta detestável o que gera grande sofrimento psicológico, uma vez que o suposto defeito não se encontra apenas em uma parte do corpo, mas sim no corpo todo, fazendo com que o indivíduo se enxergue pequeno, fraco e sem energia. Segundo Falcão (2008), a vigorexia é uma psicopatologia que, principalmente, mas não exclusivamente, acomete homens, em uma faixa etária que compreende indivíduos de 16 a 35 anos, podendo ocorrer, até mesmo, em idosos e que faz parte das obsessões masculinas pelo corpo perfeito. De acordo com Pope Jr. et al (2000), muitos evitam sair com seus amigos e restringem seus relacionamentos amorosos, no intuito de evitar que seus corpos sejam exibidos e a vida social venha a atrapalhar sua rotina de treinamentos (dietas, horários de treinamentos, tempo de recuperação, etc.). Eles se mostram excessivamente preocupados com a própria aparência e estão, constantemente, insatisfeitos com seus músculos e buscam, incessantemente, a perfeição corporal (ANDREOLA, 2010). Os vigoréxicos se tornam pessoas com baixa autoestima e são muito disciplinados com seus corpos. O desejo requer sacrifícios e muitos deles mantêm rotinas de treinamentos pesados e dietas, extremamente, restritas, levando a uma ingestão grande de alimentos, que os ajudam no processo de ganho de massa muscular, dieta com alta quantidade de proteínas, podendo levar a distúrbios do trato gastrointestinal e lesões nas articulações, pelo excesso de exercícios (RAVELLI, 2012). Geralmente, à característica se associam padrões de alimentação específicos, como dietas hiperproteicas e a prática de musculação realizada excessivamente, muitas vezes, adeptos do método do “quanto mais, melhor”, causando prejuízos à vida social e ocupacional do indivíduo (FERREIRA, 2005). Os critérios para se definir o exercício compulsivo ou adicto tem sido associado aos transtornos alimentares, Grave et al (2008) considera ex

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